É possível comprar um imóvel sem entrada? Veja 4 opções para conquistar a casa própria

O valor da entrada é uma das despesas que mais dificulta o sonho da casa própria. Confira abaixo algumas alternativas de driblar esse obstáculo

Por Redação - 16/11/2022 às 10:32
Atualizado: 01/12/2024 às 14:48
Imagem de um casal formado por um homem e uma mulher em pé na cozinha de um imóvel analisando alguns documentos enquanto o homem toma uma xícara de café para ilustrar matéria sobre imóvel sem entrada

Muitas pessoas sonham com a casa própria, mas nem sempre têm o valor necessário para pagar a entrada e formalizar a negociação. A boa notícia é que existem formas de contornar esse desafio e comprar um imóvel sem entrada

Embora sejam situações específicas, como modalidades alternativas de pagamento ou programas habitacionais, essas opções oferecem novas possibilidades para quem deseja adquirir um bem sem a obrigatoriedade de dispor de um alto valor inicial. 

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura deste artigo para descobrir como comprar uma casa ou apartamento sem entrada. Vamos lá?

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Leia também: Como comprar um apartamento ganhando um salário mínimo: estratégias para conquistar a casa própria

É possível comprar um imóvel sem entrada?

Sim, é possível comprar um imóvel sem entrada. Mesmo que esse sonho pareça inicialmente distante, existem algumas alternativas disponíveis no mercado imobiliário para quem sonha com a casa própria, mas não tem um alto valor inicial para pagar no início. 

Isso acontece porque a maioria dos bancos costumam exigir uma entrada mínima de 20% do valor total da propriedade. Ou seja, o financiamento não costuma ultrapassar 80% do custo total. 

Nesses casos, programas como o Minha Casa, Minha Vida, consórcios imobiliários ou o uso do FGTS podem ser a solução para quem precisa descobrir como financiar imóvel sem entrada. Explicaremos mais a seguir. 

Como comprar um imóvel sem entrada?

Imagem de uma mulher com o braço encostado em uma mesa enquanto olha para uma casa de madeira em tamanho miniatura que está em cima da mesa para ilustrar matéria sobre como comprar apartamento sem entrada
Alternativas como programas habitacionais, consórcio, uso do FGTS ou negociação direto com a construtora podem viabilizar a compra de um imóvel sem entrada

Se você quer saber como comprar imóvel sem entrada, aqui estão as principais alternativas: 

1. Programa Minha Casa, Minha Vida

Com o Minha Casa, Minha Vida, famílias que se enquadram na faixa 1 podem ter o valor da entrada reduzido a até 5% do custo total da propriedade. Nesse caso, o imóvel não pode ultrapassar o valor de R$ 170 mil reais. Veja quem se enquadra:

  • Áreas urbanas: famílias com renda mensal de até R$ 2.640,00
  • Áreas rurais: famílias com renda bruta anual de até R$ 31.680,00

Criado em 2009, o programa habitacional facilita a aquisição de imóveis com valores diferenciados no pagamento da entrada e demais parcelas mensais do financiamento. 

Outro benefício do MCMV são as taxas de juros reduzidas, que tornam o financiamento mais acessível. Isso é especialmente vantajoso para famílias de baixa renda que não possuem recursos para arcar com os custos praticados no mercado. 

Saiba mais: Subsídio do Minha Casa, Minha Vida: confira as regras, os valores e saiba quem tem direito 

2. Negocie diretamente com a construtora

Outra alternativa é negociar diretamente com a construtora responsável pelo empreendimento. Afinal, muitas empresas oferecem facilidades no pagamento, como o parcelamento do valor da entrada ao longo da construção do imóvel, por exemplo. 

Nesse caso, é possível dividir o valor total em parcelas menores que podem ser pagas durante o período em que o imóvel está sendo construído. Assim, o comprador não precisa desembolsar uma grande quantia de uma só vez. 

Além disso, algumas construtoras permitem que o comprador inicie as negociações mesmo sem o valor de entrada disponível. Entretanto, é importante analisar todas as cláusulas do contrato para garantir que o acordo seja vantajoso a longo prazo. 

3. Consórcio imobiliário

Em seguida, o consórcio imobiliário é uma modalidade que permite adquirir um imóvel sem precisar pagar a entrada. Nesse modelo, grupos de pessoas com objetivos similares se organizam para formar um fundo comum. 

Nesse fundo, cada participante paga uma parcela mensal e o dinheiro acumulado é usado para contemplar os membros do grupo ao longo do tempo. 

Além de não ser necessário pagar uma entrada, outra vantagem do consórcio é que ele não cobra juros como nos financiamentos tradicionais. No entanto, há reajustes periódicos nas parcelas, que geralmente são baseados no Índice Nacional de Custo de Construção (INCC). 

Leia mais: Consórcio ou financiamento imobiliário: qual a melhor opção, o que considerar e como escolher

4. Sistema de Financiamento Habitacional (SFH)

Por fim, o Sistema de Financiamento Habitacional (SFH) é uma das principais opções de financiamento do Brasil. Isso acontece porque esse tipo de financiamento permite o uso do FGTS para complementar o valor da entrada, reduzir as parcelas ou quitar parte do financiamento. 

Criado em 1964, o SFH é uma das principais formas para quem busca entender como financiar um imóvel sem entrada. Afinal, além da possibilidade de uso do recurso, essa modalidade também pode oferecer taxas de juros reduzidas e prazos mais longos para o pagamento.

Ou seja, para quem tem FGTS disponível, essa pode ser uma excelente opção para reduzir os custos iniciais e conquistar a casa própria. 

Continue a leitura: SFI e SFH: entenda as diferenças entre os sistemas de financiamento imobiliário

É possível financiar um imóvel sem entrada?

Imagem de uma criança colocando uma moeda em porquinho que o pai está segurando para ilustrar matéria sobre como financiar um imóvel sem entrada
As instituições bancárias costumam exigir uma taxa de 20% do valor total do bem como entrada para liberar o financiamento

No geral, não é possível financiar um imóvel sem entrada. Isso acontece porque os bancos preferem que o comprador pague uma parte do valor total do imóvel como entrada para reduzir o risco de inadimplência. No geral, essa taxa equivale a 20% do valor total da propriedade. 

Entretanto, quem se enquadra na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, pode aproveitar os subsídios do governo. Nesse caso, a taxa de entrada pode ser reduzida de 20% para 5%. Isso significa que até 95% do valor do imóvel pode ser financiado pelo programa. 

Como funciona o financiamento imobiliário?

O financiamento imobiliário é um tipo de empréstimo concedido por instituições bancárias que permite a compra de um imóvel com o pagamento feito em parcelas ao longo de um prazo definido. 

No início do processo, é necessário pagar um valor de entrada que, no geral, corresponde a cerca de 20% do valor da propriedade. Esse montante precisa ser pago à vista e, quanto maior o valor, melhores serão as condições para efetuar o restante do pagamento. 

Como calcular o valor da entrada de um imóvel?

Para calcular a entrada, verifique o valor total do imóvel e observe a porcentagem que a imobiliária está pedindo de entrada.

Por exemplo, 20% de entrada para uma casa que custa 400 mil reais será 80 mil. Nesse caso, basta dividir 400 mil por 100 e multiplicar por 20.

Como funciona o parcelamento da entrada?

O parcelamento da entrada é uma alternativa oferecida por construtoras para permitir que o comprador divida esse custo em parcelas ao longo de um período pré-estabelecido, que geralmente é durante a construção do imóvel. 

Nessa opção, as condições do parcelamento variam de acordo com a negociação, e podem incluir a divisão do valor até a entrega das chaves ou em prazos ainda maiores. Apesar da flexibilidade, é importante avaliar o impacto dessas parcelas no orçamento mensal.

Como funciona a entrada com o FGTS?

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser uma solução para compor ou pagar a entrada de um imóvel. Para isso, o comprador deve solicitar o saque do FGTS junto à Caixa Econômica. 

Entretanto, é importante cumprir algumas regras, como:

  • Não ter outro financiamento imobiliário ativo;
  • Ter ao menos 3 anos de carteira assinada;
  • Não ser proprietário de outro imóvel na cidade em que mora ou trabalha. 

Veja também: Saiba como usar o FGTS para comprar um imóvel

Como comprar um imóvel sem dinheiro de entrada?

Imagem de uma mulher abrindo uma caixa de papelão e olhando os itens que estão dentro enquanto um homem a acompanhar sentado logo atrás para ilustrar matéria sobre como financiar imóvel sem entrada
Quem sonha com a casa própria deve se planejar com antecedência

Comprar uma casa ou apartamento sem entrada exige planejamento. Aqui estão algumas estratégias para tornar esse sonho em realidade:

  • Pesquise programas habitacionais: alguns oferecem financiamento com a entrada reduzida, como é o caso do Minha Casa, Minha Vida;
  • Negocie com a construtora: em imóveis novos, pode haver flexibilidade para parcelar a entrada;
  • Considere o uso do FGTS: se você tiver saldo, ele pode substituir o valor de entrada e viabilizar a compra;
  • Planeje suas finanças: durante o planejamento, reduza suas despesas e guarde dinheiro para acumular o valor necessário.

Vale a pena comprar apartamento sem entrada?

Imagem de um homem segurando a chave de um casa dentro de uma sala de estar decorada com um sofá, plantas, almofada e algumas caixas de papelão para ilustrar matéria sobre como comprar imóvel sem entrada
A opção pode valer a pena para quem não tem o valor para pagar no início da negociação

Você já sabe como comprar imóvel sem entrada, mas será que essa opção vale a pena? 

Acontece que essa opção pode ser vantajosa para quem não dispõe de um alto valor inicial para fechar o negócio, mas é importante analisar os impactos financeiros dessa decisão. 

Afinal, ao mesmo tempo em que o pagamento sem entrada facilita o acesso ao imóvel, essa alternativa também pode comprometer o orçamento a longo prazo, especialmente se as parcelas forem altas. 

Em alguns casos, o parcelamento ou o uso do FGTS podem ser mais vantajosos para o comprador, uma vez que reduz o custo total do financiamento. Por outro lado, quem não tem pressa para entrar no imóvel pode preferir o investimento em um consórcio. 

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