Taxa de financiamento imobiliário: o que é, qual a melhor e como calcular

Em um financiamento imobiliário, as taxas cobradas pelo banco interferem no valor final a pagar. Veja a seguir tudo o que você precisa saber sobre os juros imobiliários, os tipos disponíveis e como escolher a melhor opção para o seu bolso

Por Redação - 29/01/2024 às 11:54
Atualizado: 26/12/2024 às 19:41
Imagem de uma mulher segurando um tablet sentada em um sofá que está na sala de um imóvel enquanto um homem está logo atrás apoiado na almofada do sofá com alguns papéis na mão para ilustrar matéria sobre taxa de financiamento imobiliário

Ao planejar a aquisição de um imóvel, a taxa de financiamento imobiliário é um dos fatores que você obrigatoriamente precisa levar em consideração. Afinal, esse custo influencia diretamente no valor total do contrato – tanto para mais, quanto para menos. 

Por isso, se você está se planejando para realizar o sonho da casa própria, aqui vai uma dica de ouro: saber qual a taxa de juros para financiamento imobiliário, como ela funciona e como fazer o cálculo corretamente pode te ajudar a tomar as melhores decisões financeiras.

A seguir, você vai conferir quais são os tipos de taxas existentes, como calcular os juros do financiamento e como encontrar as melhores condições do mercado para comprar o seu imóvel.

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As melhores taxas do mercado para financiar seu imóvel
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O que é a taxa de financiamento imobiliário?

Imagem de um casal formado por um homem e uma mulher sentados em um sofá olhando para um caderno exposto por outra mulher que também está no sofá para ilustrar matéria sobre o que é a taxa de financiamento imobiliário
A taxa de juros cobrada no financiamento imobiliário é a remuneração da instituição que liberou o crédito

A taxa de financiamento imobiliário é o percentual de juros cobrados pelas instituições financeiras que liberam crédito para a aquisição de um imóvel. 

Essa taxa nada mais é do que o valor que o cliente paga ao banco pelo dinheiro emprestado para comprar o imóvel. Ou seja, a taxa de juros é tanto uma remuneração quanto o lucro da instituição financeira que liberou o empréstimo. 

O economista e assessor de investimentos Matheus Espaires define a taxa de financiamento imobiliário da seguinte forma:

“São os juros pagos à instituição financeira que intermediou a aquisição do imóvel. Basicamente, é um aluguel que se paga a quem emprestou o dinheiro que foi usado para a compra do imóvel.”

Desse modo, os juros do financiamento imobiliário são cobrados todos os meses, sempre embutidos nas parcelas. Junto a eles, há outros encargos que formam o chamado Custo Efetivo Total (CET). 

Ainda vale ressaltar que a taxa de financiamento imobiliário sempre deve estar descrita no contrato firmado entre você e o banco. Entretanto, esse percentual pode variar de acordo com a instituição financeira escolhida e o resultado da sua análise de crédito. 

Por isso, antes de assinar o contrato de compra e venda, o banco vai se certificar de que você cumpre todas as exigências para que as parcelas mensais sejam pagas normalmente até o fim do financiamento – que pode ser de até 35 anos (ou 420 meses).

Leia também: O que é score de crédito e como aumentá-lo para alugar ou financiar um imóvel?

Taxa nominal

Existem alguns tipos de taxa de financiamento imobiliário. A taxa nominal, por exemplo, são os juros do financiamento que devem estar descritos em contato. Também conhecida como taxa fixa, esse percentual não sofre variação ao longo dos meses, mas é possível haver mudanças com o passar dos anos. 

Taxa real

A taxa real é a taxa de juros nominal corrigida pela inflação do país, isto é, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Taxa efetiva

Em seguida, a taxa efetiva nada mais é do que a taxa nominal quando existe capitalização. Isso significa que, a cada mês, os juros são incorporados ao saldo devedor, o que aumenta o valor total a ser pago. Na prática, ela se chama taxa efetiva e reflete o custo real do financiamento, pois inclui o efeito da capitalização. 

Taxa Referencial

Por fim, a Taxa Referencial (TR) é divulgada pelo Banco Central. Como o nome sugere, esse percentual foi criado para ser uma referência em diferentes operações. Por isso, influencia o crédito imobiliário até hoje.  

Qual a taxa usada para financiamento imobiliário?

Atualmente, a taxa usada para financiamento imobiliário varia de 10,49% e 11,49%. Entretanto, esse valor pode mudar de acordo com a instituição financeira e o resultado da sua análise de crédito. 

foto de Matheus Espaires, Economista e Assessor de Investimentos

Matheus Espaires

Economista e Assessor de Investimentos

Saber exatamente qual é a taxa de um financiamento imobiliário é algo que depende de cada contrato. Isso porque a taxa pode variar por diversos motivos, como a localização do imóvel, o valor do empréstimo em relação ao valor total do imóvel, a renda familiar e o grau de “bom pagador” do indivíduo que irá realizar o empréstimo (conhecido como score de crédito ou pontuação Serasa)

Qual a melhor taxa de financiamento imobiliário?

Para financiamentos imobiliários feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), a taxa mínima referente a imóveis residenciais é de 8,99% mais a Taxa Referencial (TR). 

Qual banco tem a menor taxa para financiamento imobiliário?

Imagem da silhueta de uma mulher segurando uma casa de madeira em tamanho miniatura com uma mão enquanto faz contas em uma calculadora que está em cima de uma mesa de madeira com a outra mão para ilustrar matéria sobre qual a melhor taxa de financiamento imobiliário
As instituições financeiras praticam taxas de juros diferentes. Por isso, busque a que melhor cabe no seu bolso

A taxa atual de financiamento imobiliário está entre 10,49% e 11,49%. Agora, com relação aos bancos, essas são as médias de taxas aplicadas: 

  • Bradesco: entre 10,49% e 11,49% ao ano + TR
  • Itaú: entre 10,49% e 11,88% ao ano +TR
  • Santander: entre 10,99% e 12,49% ao ano + TR
  • Caixa: entre 9,79% e 9,99% ao ano + TR
  • Banco do Brasil: entre 10,25% e 11,33% ao ano + TR

Leia também: Qual é a renda mínima para financiar um imóvel?

Quanto está a taxa de financiamento imobiliário hoje?

As taxas de financiamento imobiliário podem mudar de acordo com a variação estabelecida pelo banco, com o perfil do comprador, com a Taxa Referencial (TR) e a Taxa Selic. 

Até a última atualização desta matéria (dezembro de 2024), a taxa de financiamento imobiliário apresentou um percentual médio de 10,49% a 11,49%. 

Por isso, é sempre importante pesquisar as condições oferecidas por diferentes instituições financeiras, bem como verificar o CET (Custo Efetivo Total) antes de assinar um contrato de financiamento. 

Como calcular a taxa de financiamento imobiliário?

Imagem de um casal formado por um homem e uma mulher sentados no chão de um imóvel ao redor de caixas de papelão enquanto fazem contas em papéis e calculadora para ilustrar matéria sobre qual a taxa de juros para financiamento imobiliário
A análise de crédito do cliente e outros fatores do mercado podem impactar na taxa de financiamento imobiliário

Para calcular a taxa de financiamento imobiliário, é importante levar em consideração alguns fatores, como:

  • Valor do imóvel: quanto maior o valor do bem, maior será o valor total financiado e, consequentemente, maiores os juros a serem pagos;
  • Prazo do financiamento: prazo mais longo significa mais tempo para a incidência de juros, o que aumenta o custo final;
  • Perfil do comprador: o seu score de crédito e renda influenciam diretamente na definição da taxa.

De modo geral, existem dois tipos de cálculo. A diferença é se os juros serão simples ou compostos. No caso de juros simples, a fórmula será:

Juros = Capital Inicial (C) x Taxa de Juros (i) x Tempo (t)

  • C = valor do financiamento;
  • i = taxa de juros em números decimais;
  • t = duração de tempo em que o dinheiro ficará emprestado em anos

Agora, para juros compostos, o cálculo é: 

Montante = Capital Inicial (C) x (1 + Taxa de Juros(i))t

  • Montante = valor total pago ao final do financiamento;
  • C, i e t continuam com o mesmo significado

Entenda o cálculo

Achou confuso? Então, confira abaixo um exemplo para facilitar o entendimento:

Imagine que você irá financiar um imóvel no valor de R$ 250 mil reais em 30 anos, ou seja, 360 meses. Considere também uma taxa de juros de 10% ao ano. 

Em primeiro lugar, vamos obter o valor da amortização do financiamento. Para isso, basta dividir o custo do financiamento pelo total de meses. Ou seja: 250.000 por 360 meses é igual a R$ 694,44. 

Em seguida, vamos descobrir a taxa de juros mensal. Para isso, dividimos a taxa anual de 10% por 12 meses, que resulta em 0,83% ao mês. 

Por fim, o próximo passo é multiplicar o valor do imóvel financiado pela taxa de juros mensal. Ou seja: 0,83% x 250.000,00 = 207.500,00. Nesse sentido, a taxa de financiamento imobiliário cobrada pelo banco é de R$ 207.500,00.

Isso significa que o valor do imóvel (R$ 250 mil) acrescido da taxa de juros (R$ 207.500 mil) resulta em um financiamento de R$ 457.500,00. Ao dividir esse valor por todos os meses previstos em contrato, você terá parcelas mensais de R$ 1.270,83.

Todavia, é importante levar em consideração as taxas de seguro, os custos operacionais, o sistema de financiamento escolhido, o valor de entrada e outras variáveis previstas em contrato. 

Afinal, esses valores podem mudar de acordo com as condições de mercado e o acordo entre você e o banco.

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Leia mais: Como calcular um financiamento de imóvel: passo a passo completo

Como a taxa de financiamento imobiliário afeta o valor do imóvel?

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Os juros interferem diretamente no valor final do imóvel financiado

A taxa de financiamento imobiliário impacta no custo final do imóvel. Afinal, por se tratar de uma dívida de longo prazo, os juros são aplicados mensalmente sobre o saldo devedor, o que aumenta consideravelmente o valor total pago. 

Por exemplo, uma taxa de 10% ao ano pode transformar um imóvel de R$ 250 mil em um custo final acima de R$ 400 mil, dependendo do prazo e das condições contratuais. Por isso, buscar taxas mais baixas e negociar com os bancos é indispensável para economizar no processo de aquisição da casa própria. 

Porém, como destaca Matheus Espaires:

“Não basta olhar apenas para a taxa do financiamento em si, mas deve-se observar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, que é a taxa final que você irá pagar pelo empréstimo no banco”.

Alguns desses custos extras inseridos no CET são a avaliação do imóvel, tarifas bancárias e seguro obrigatório. Falaremos mais sobre esses valores nos próximos tópicos.

O que é o Custo Efetivo Total (CET)?

O Custo Efetivo Total (CET) representa a soma de todos os custos envolvidos em uma operação de crédito. No caso do financiamento imobiliário, por exemplo, ele inclui os juros, tarifas administrativas, seguros obrigatórios e outras taxas adicionais. 

Ou seja, essa alíquota reflete o custo real do financiamento e, por isso, você deve analisá-la com atenção.

Veja alguns dos principais custos extras que compõem o CET:

  • Taxas de análise de crédito: cobrança feita para cobrir os custos da avaliação do perfil de crédito do interessado no crédito imobiliário;
  • Abertura de cadastro: apesar de não ser obrigatória, a Taxa de Abertura de Cadastro (TAC) é cobrada por muitas instituições;
  • Taxas administrativas: tarifas que variam de banco para banco e são cobradas para questões como manutenção de cadastro, por exemplo;
  • Seguros: muitas instituições financeiras exigem a inclusão de seguros que garantam o pagamento das prestações do financiamento, no caso de morte ou perda de emprego por parte da pessoa que tomou o crédito;
  • Imposto sobre Operação Financeira (IOF): tributação obrigatória que incide em diversas operações financeiras e que precisa ser incluída no valor total do crédito imobiliário.

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