Principais pontos da nova reforma tributária e impactos no setor de imóveis

Entenda o que muda para o setor imobiliário com a reforma tributária e como as novas regras podem influenciar seus investimentos em imóveis

Por Redação - 17/07/2023 às 12:31
Atualizado: 10/02/2025 às 11:34
Imagem de uma uma mulher fazendo contas em um papel que está em cima de uma mesa ao lado de uma calculadora, um celular, um notebook e um óculos para ilustrar matéria sobre a reforma tributária e os impactos nos imóveis

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, também conhecido como Reforma Tributária, foi aprovado recentemente. Nesse sentido, ele define a criação de três novos impostos e as principais mudanças para diversos setores. Entre eles, está o mercado imobiliário. 

O principal destaque é a unificação de cinco tributos – ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins – em dois novos impostos de valor agregado (IVA): a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios.

Neste artigo, você vai entender como essas mudanças podem impactar o setor imobiliário, desde a compra e venda de imóveis até a tributação de propriedades e serviços relacionados.

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O que é a reforma tributária?

Imagem de uma pessoa sentada em uma mesa com papéis e um computador fazendo cálculos em uma calculadora para ilustrar matéria sobre o que é a reforma tributária
O objetivo da reforma é reestruturar o sistema de tributação brasileiro

A Reforma Tributária é uma proposta de reestruturação do sistema de tributação brasileiro, com o objetivo de simplificar, unificar e tornar mais eficiente o recolhimento de impostos no país. 

Dessa forma, a legislação busca reduzir a complexidade do sistema atual, que é caracterizado por diversos tributos e regras distintas entre os estados e municípios.

O destaque principal da reforma é a criação do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) que substituirá cinco tributos existentes: ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins. Em seu lugar, serão criados:

  • Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)
  • Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)
  • Imposto Seletivo (IS)

Mercado imobiliário: o que muda com a reforma tributária?

Uma das principais alterações é o aumento dos impostos sobre a venda de imóveis. Hoje, quem vende um imóvel paga cerca de 8% de imposto sobre o lucro, além do ITBI, que varia de cidade para cidade (3% em São Paulo e no Rio de Janeiro). 

Com as novas regras, essa taxa pode chegar a quase 19%, somando o novo imposto e o ITBI. Isso significa que comprar ou vender um imóvel pode ficar mais caro.

A Reforma também traz a ideia de “tributação progressiva”, ou seja, quem ganha mais paga mais imposto e quem ganha menos paga menos. Além disso, há novas regras para definir quem deve pagar o IVA. 

Por exemplo, uma pessoa física será considerada contribuinte do IVA nessas situações:

  • Se vender mais de três imóveis em um ano;
  • Se vender mais de um imóvel que tenha construído nos últimos cinco anos;
  • Se alugar mais de três imóveis e ganhar mais de R$ 240 mil por ano com isso.

Por outro lado, o governo propôs alguns benefícios fiscais para aliviar a carga de impostos em certas situações. O desconto para aluguel popular vai aumentar de R$ 400 para R$ 600. Também haverá redução de impostos para aluguéis e outras operações imobiliárias: 70% de desconto para locação de imóveis e 50% para outras transações.

Como a reforma tributária interfere nos imóveis?

Imagem de uma agente imobiliária sorridente com uma prancheta na mão enquanto entrega chaves para um casal de jovens para ilustrar matéria sobre os impactos da reforma tributária no aluguel de imóveis
A reforma pode impactar a compra e venda de imóveis, o acesso a imóveis populares, além do aluguel

Os impactos da Reforma Tributária sobre o mercado imobiliário podem ocorrer em diversas frentes. Conheça as principais:

Compra e venda de imóveis

O imposto sobre o lucro da venda de imóveis vai aumentar para uma média de 15,9%. Somando com o ITBI, essa taxa pode chegar a 18,9%. 

Em outras palavras, isso significa que comprar e vender imóveis ficará mais caro, o que faz com que investidores precisem planejar melhor suas negociações para garantir que o lucro continue valendo a pena.

Acesso a imóveis populares

Apesar do aumento nos impostos, há medidas para facilitar o acesso a imóveis mais baratos. 

O redutor social do aluguel, por exemplo, vai subir de R$ 400 para R$ 600, o que ajuda a reduzir o custo para quem busca moradias populares. Além disso, haverá redução de impostos para aluguel de imóveis mais acessíveis, incentivando investimentos nesse tipo de imóvel.

Impactos sobre o aluguel 

O mercado de aluguel também será afetado. A boa notícia é que haverá um desconto de 70% na alíquota para locação de imóveis, o que ajuda a manter o aluguel mais atrativo para investidores. 

No entanto, outros custos, como impostos sobre serviços de corretagem, podem acabar aumentando o valor final pago pelos inquilinos.

Impactos sobre investidores imobiliários

Para quem investe em imóveis, o cenário vai exigir mais atenção. O aumento de impostos em vendas e o fato de que quem possui ou vende vários imóveis será mais tributado tornam o planejamento financeiro ainda mais importante. 

Mesmo assim, podem surgir boas oportunidades em nichos específicos, como imóveis populares e de aluguel, que terão benefícios fiscais.

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Como o mercado imobiliário reagiu à proposta da reforma tributária?

Imagem de um profissional imobiliário concentrado olhando para a planta de um imóvel na tela de um computador para ilustrar matéria sobre a reforma tributária no Brasil
Profissionais do mercado imobiliário veem a reforma de forma apreensiva

A proposta da Reforma Tributária no Brasil gerou reações diversas no mercado imobiliário. Representantes do setor expressaram preocupações de que as mudanças possam elevar a carga tributária sobre atividades imobiliárias, especialmente em incorporações e locações. 

Assim, estudos indicam que, para compensar a nova carga tributária, seria necessário aumentar em 15% o preço dos imóveis. Além disso, há estimativas de que a nova tributação possa elevar em 10% o valor de compra dos imóveis e impactar significativamente os custos de locação e administração.

Em contrapartida, de acordo com o  Ministério da Fazenda, a reforma será benéfica para o setor imobiliário. Segundo a pasta, não haverá aumento relevante de custos em comparação à situação atual. 

A proposta prevê que as vendas de imóveis novos por empresas serão tributadas apenas sobre a diferença entre o custo de venda e o valor do terreno, com um redutor social de R$ 100 mil para imóveis populares e uma alíquota reduzida em 40%, resultando em aproximadamente 15,9%. 

Além disso, o imposto pago na aquisição de materiais de construção e serviços poderá ser deduzido, o que não ocorre atualmente.

Leia também: Como investir de forma inteligente no mercado imobiliário?

Planejamento financeiro e tributário: fundamental para quem investe em imóveis

Pagar os tributos é apenas uma parte do acompanhamento financeiro que um investidor imobiliário precisa ter. Aliás, isso é válido tanto para aumentar a rentabilidade quanto para não ter problemas burocráticos e fiscais.

Os investidores parceiros do QuintoAndar, por exemplo, têm acesso, dentro da plataforma, a uma solução completa para gerenciar seus imóveis, com dados relacionados ao retorno e à situação de cada imóvel.

Todo ano, a plataforma de moradia, inclusive, emite um informe dos rendimentos obtidos com aluguel, descontadas já as taxas de administração e outros custos que não valem para a Receita (condomínio, IPTU).

Isso acaba sendo um grande facilitador para aquele proprietário que possui vários imóveis, consolidando todas essas informações em um só lugar – e reduzindo muito o trabalho e a burocracia na hora de declarar o IR.

Além disso, também é possível contar com a calculadora QPreço, a nova ferramenta do QuintoAndar, para saber quanto cobrar pelo aluguel ou venda de imóveis no país. Assim, fica muito mais fácil investir no mercado imobiliário.

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